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A Shimano tem vindo a refinar e redefinir o desempenho da comutação ao longo de mais de 70 anos. O que começou por ser uma comutação externa básica evoluiu para um dos grupos de componentes mais precisos e fiáveis no ciclismo. Atualmente, os componentes de estrada e gravel da Shimano baseiam-se num conjunto de tecnologias integradas, criadas para fornecer mudanças consistentes e confiantes sempre que usas o manípulo

 

Compreender como estas tecnologias funcionam juntas ajuda a explicar o motivo pelo qual as transmissões da Shimano são fidedignas aos olhos de todos, desde ciclistas frequentes a profissionais da WorldTour.

Tecnologia de comutação do Shimano GRX Di2 para bicicletas de gravel e de estrada
Tecnologia de comutação do Shimano GRX Di2 para bicicletas de gravel e de estrada

Manípulos de Mudanças STI

Para compreender o design e funcionalidade dos grupos modernos de estrada e gravel da Shimano, é essencial começar com uma das inovações mais influentes: a Integração Total da SHIMANO, mais conhecida como STI.

 

A Integração Total da SHIMANO mudou fundamentalmente a forma como os ciclistas interagem com as suas bicicletas, combinando controlo de comutação e travagem numa interface única e intuitiva no guiador. Antes da STI, as passagens de mudanças eram controladas por manípulos montados no tubo diagonal, enquanto que a travagem era gerida de forma independente por manetes no guiador. Esta configuração exigiu que os ciclistas removessem uma mão do guiador para fazer a passagem de mudanças, o que se tornou problemático em situações de maior velocidade ou mais técnicas.

Bicicleta de gravel Shimano GRX com comutação Di2
Bicicleta de gravel Shimano GRX com comutação Di2

Ao passar os controlos de travagem e comutação para uma localização única e de fácil acesso, a STI da SHIMANO melhorou drasticamente a confiança, o controlo e a segurança dos ciclistas. Desde a sua introdução, há mais de três décadas, a STI continuou a evoluir juntamente com outros avanços na transmissão e tecnologia de travagem.

DUAL CONTROL LEVER

Com base na STI, a Shimano desenvolveu a tecnologia DUAL CONTROL LEVER (DCL), que representa a próxima evolução de controlo integrado para bicicletas de guiador curvo.

Tecnologia de comutação do Shimano GRX
Tecnologia de comutação do Shimano GRX

Enquanto as bicicletas de montanha usam manetes separadas para travagem e comutação, as bicicletas de gravel e de estrada combinam ambas as funções numa única unidade. Qualquer bicicleta de guiador curvo usa a tecnologia DUAL CONTROL LEVER, um sistema pioneiro da Shimano para ciclismo de desempenho em estrada e gravel.

 

Um dos principais benefícios da tecnologia DUAL CONTROL LEVER é o seu design ergonómico. Aproveitando a durabilidade das tecnologias de bicicletas de montanha da Shimano, o sistema também permite mudanças de andamentos excecionalmente leves e fluídas. As mudanças dianteiras e traseiras podem ser executadas com um único dedo, mesmo sob carga. Esta interação perfeita entre o ciclista e a transmissão é a expressão mais pura da STI em ação.

SHIMANO Di2

Di2 é abreviatura de Inteligência Digital Integrada e é o pináculo da tecnologia de comutação eletrónica da Shimano. Lançado em 2009, o Di2 redefiniu as expectativas em termos de precisão, velocidade e fiabilidade nos sistemas de mudanças com guiador curvo e ajudou a estabelecer as mudanças eletrónicas como padrão de excelência no ciclismo de competição.

 

Como a evolução mais avançada da STI, o Di2 proporciona mudanças de velocidade instantâneas e precisas com o mínimo esforço, independentemente das condições. Ao longo dos anos, a Shimano continuou a aperfeiçoar o Di2, tornando-o mais intuitivo, mais fiável e mais profundamente integrado no sistema completo de transmissão.

Tecnologia de comutação Shimano GRX Di2
Tecnologia de comutação Shimano GRX Di2

Anatomia de um Grupo Di2

Todos os sistemas Di2 são construídos em torno de um conjunto de componentes eletrónicos que se comunicam perfeitamente entre si, proporcionando um desempenho de comutação impecável.

 

  • Manípulos Di2 STI – Os manípulos Di2 STI traduzem os comandos do ciclista em comandos eletrónicos precisos. Com base na tecnologia STI, estes manípulos combinam o controlo hidráulico dos travões com botões eletrónicos de mudanças, permitindo aos ciclistas mudar de velocidade, controlar os ciclocomputadores e ajustar as definições do sistema sem tirar as mãos do guiador. Cada comutador é alimentado por uma pilha tipo moeda, em vez de ser ligado diretamente à bateria principal, simplificando a configuração e mantendo um desempenho fiável.

 

  • Desviador traseiro Di2 – O desviador traseiro é tanto o músculo como o cérebro dos modernos sistemas Di2. Além de lidar com a maioria das mudanças de velocidade, agora funciona como o centro de comunicação do sistema. Armazena informações críticas do sistema e liga-se por wireless às manetes STI e à aplicação E-TUBE. Um único botão multifuncional no desviador permite aos ciclistas verificar o estado da bateria, alternar entre os modos de mudança e emparelhar componentes. Em modelos selecionados, como o GRX RD-RX827, o desviador traseiro também aloja a bateria integrada.
Desviador Traseiro Shimano GRX Di2
Desviador Traseiro Shimano GRX Di2
  • Desviador dianteiro Di2 – Embora opere mudanças com menos frequência do que o desviador traseiro, o desviador dianteiro Di2 assume um papel fundamental no desempenho da transmissão. Move a corrente entre as rodas pedaleiras e ajusta continuamente a sua posição à medida que o ciclista muda de velocidade na cassete. Garante um funcionamento fluído e elimina o atrito sobre a corrente, mesmo sob carga.

 

  • Bateria Di2 – Nos sistemas Di2 de 2x12 velocidades, a bateria de iões de lítio liga-se diretamente aos desviadores dianteiro e traseiro, enquanto os desviadores traseiros Shimano de 1x12 velocidades têm uma bateria integrada diretamente na unidade do desviador. Cada carregamento da bateria proporciona até 1.000 quilómetros de passagens de mudanças e tem uma classificação de pelo menos 300 ciclos completos de carga. Com carregamentos quinzenais, isso equivale a mais de uma década de utilização.

HYPERGLIDE+

Enquanto as tecnologias STI e Di2 traduzem os comandos do ciclista em ação, o HYPERGLIDE+ é onde tal ação acontece, dentro do próprio sistema de transmissão. O HYPERGLIDE+ é uma tecnologia de comutação avançada desenvolvida nas correntes, cassetes e rodas pedaleiras da Shimano.

 

O HYPERGLIDE+ permite que os ciclistas operem o manípulo para mudanças mais pesadas sem libertar os pedais, mantendo um envolvimento contínuo entre a cassete e a corrente. O resultado é uma passagem de mudanças mais rápida, fluída e segura sob carga, seja ao iniciar um ataque, acelerar numa subida ou fazer um sprint a toda a potência.

Tecnologia de comutação Shimano HYPERGLIDE+ para bicicletas de comutação rápida
Tecnologia de comutação Shimano HYPERGLIDE+ para bicicletas de comutação rápida

As rampas das mudanças foram especialmente concebidas para guiar a corrente de forma fluída entre a cassete, eliminando hesitações ou desengates momentâneos durante a passagem de mudanças. Os ciclistas já não precisam de fazer mudanças de velocidade delicadas, pois o HYPERGLIDE+ permite mudanças seguras e com potência total em qualquer andamento.

De Bicicletas de Montanha a Bicicletas de Estrada

O HYPERGLIDE+ estreou-se nas cassetes para bicicletas de montanha da Shimano, onde rapidamente provou as suas vantagens em termos de desempenho. Ciclistas como Tom Pidcock e Pauline Ferrand-Prévot utilizaram os grupos HYPERGLIDE+ XTR para conquistar títulos mundiais em 2023.

 

Trazer o HYPERGLIDE+ para as transmissões de estrada representou um desafio maior devido ao espaçamento mais apertado das mudanças nas cassetes de estrada. No entanto, com mais de um século de experiência na produção de transmissões (o primeiro produto da Shimano foi uma cassete lançada em 1921), os engenheiros adaptaram com sucesso essa tecnologia vencedora de corridas para estrada e gravel.

Tecnologia de comutação Shimano para bicicletas de estrada
Tecnologia de comutação Shimano para bicicletas de estrada

Engenharia de Sistemas

A abordagem da Shimano ao design do sistema de transmissão tem as suas raízes na engenharia de sistemas. Nenhum componente funciona isoladamente. Desde os controlos STI e da eletrónica Di2 até às correntes, cassetes e rodas pedaleiras, todas as peças foram concebidas para funcionar em conjunto como um sistema unificado.

O resultado é um sistema de transmissão que oferece fiabilidade, precisão e qualidade incomparáveis, prova de que quando todos os componentes falam a mesma língua, o desempenho acompanha.